Em um comunicado surpreendente Ron Dennis, ex-chefão da McLaren, declarou que foi destituído do cargo de CEO do MTG (McLaren Technology Group) pelos sócios que detém 75% do controle da companhia.

O inglês Ron Dennis (69) confirmou nesta teríça-feira (15) que foi destituído do cargo de CEO do McLaren Technology Group pelos representantes do Grupo TAG (Mansour Ojjeh) e do fundo barenita Mumtalakat.

Há cerca de 3 anos comenta-se no meio da F-1, que Dennis estaria enfrentando problemas com os seus sócios, e que esta “briga” estava afetando bastante o ambiente da empresa. O bilionário árabe Mansour Ojjeh proprietário da empresa TAG, que detém 25% do grupo, era amigo pessoal de Dennis e os dois eram vistos constantemente juntos nas corridas. Durante muito tempo eles almoíçavam e jantavam juntos em todas as corridas em que Mansour comparecia. De dois anos para cá, Mansour não é mais visto na companhia de Dennis.

Um dos motivos do desentendimento entre os sócios, estaria no fraco resultado que a equipe McLaren de F-1 vem apresentando há anos. Desde que Ron Dennis passou o comando da equipe de F-1 para o também inglês, Martin Whitmash em 2004, a equipe só foi para trás, tendo perdido vários talentos como Lewis Hamilton e o diretor técnico Paddy Lowe.

A baixa performance da equipe de F-1, não ajuda em nada a venda de carros esportivos do grupo. Dennis voltou a comandar a equipe de F-1 em 2014, quando a McLaren teve a pior performance em toda a sua história na categoria. Todos tem concentrado críticas ao motor Honda como o responsável pelos maus resultados, mas o pessoal de dentro da equipe sabe que o problema não estaria só no motor. Segundo o pessoal da Honda, a McLaren tem problema de traíção nas saídas de curva, e com isso não consegue aproveitar a potência do motor.

Hoje o responsável pelo desenvolvimento do chassi e da aerodinmica na McLaren é o inglês Tim Goss, nome que não atrai atenção de nenhuma das equipes. Em 2015 as McLarens eram os penúltimos carros do grid ficando a frente apenas das Manor. Este ano com a melhora do motor Honda, a equipe tem conseguida se posicionar entre os 12/14 carros do grid. Em 2017, os carros serão mais largos e terão motores mais potentes o que pode mudar um pouco o equilíbrio de forças, mas a Mercedes deve continuar andando na frente.

Em um comunicado a imprensa, Dennis declarou-se muito desapontado com a decisão dos acionistas majoritários e que vai continuar na empresa como membro do Conselho de Administraíção, já que possui 25% da empresa. Dennis declarou também que vai laníçar um fundo de investimento de tecnologia, onde um dos grandes atrativos seria o seu conhecimento no setor de automóveis. Porém a sua idade pode não ajudar, pois aos 69 anos, talvez não tenha tempo de colher os resultados.

Recentemente Dennis esteve tentando atrair um grupo de investidores chineses para comprar a participação dos acionistas árabes na McLaren, já que a visão estratégica do negócio entre eles era distinta. Pelo jeito a atitude não agradou aos controladores que detém 75% da companhia.

De acordo com Dennis, o grupo McLaren fatura por ano 850 milhões de libras por ano, com 3.500 funcionários e conquistou 20 títulos na F-1.

Bernie Ecclestone, CEO da F1, declarou. “í‰ uma pena que percamos o Ron. Eu simplesmente não consigo entender como é que ele deixou isto acontecer-lhe. Não é típico dele”.

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O inglês Ron Dennis (69) comprou a equipe McLaren em 1984 do norte-americano Teddy Meyer. Nesta teríça-feira 15 de novembro, foi destituído do cargo de CEO da McLaren, pelos sócios árabes que não estavam satisfeitos com a sua gestão.

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