Negociação para GP Brasil de F-1, após 2020, continua em aberto

João Dória, Chase Carey, Tamas Rohonyi durante coletiva antes do GP Brasil. Divulgação

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No domingo do GP Brasil o governador João Dória Jr, convocou uma coletiva antes da largada para dar explicações sobre como andam as negociações para renovação do contrato

São Paulo – SP

Às 9:30 do domingo do GP Brasil os jornalistas brasileiros foram convocados para uma entrevista coletiva com governador de São Paulo João Dória Jr, às 11:15, em frente ao escritório do promotor da corrida.

Estavam presentes além do governador, o promotor Tamas Rohonyi, o tricampeão mundial de F-1 Jackie  Stewart, o secretário de turismo da cidade de São Paulo e demais autoridades.

O CEO da Liberty Media o americano Chase Carey chegou 15 minutos atrasado para a reunião.

Dória iniciou falando das 38 edições do GP Brasil em São Paulo (10 foram no Rio), das obras de melhoria no autódromo, da segurança pública de São Paulo, dos comentários de alguns pilotos da F-1 de que a corrida deveria continuar em Interlagos, por ser um dos autódromos mais tradicionais da categoria e demais questões relativas ao autódromo.

Depois anunciou que no início de dezembro estará viajando para a Europa para negociar com Chase Carey (ainda não havia chegado a reunião) o novo contrato com validade de 10 anos ( até 2030), tendo a expectativa de encerrar o ano com este assunto resolvido.

Quando perguntado se o GP Brasil iria pagar a taxa cobrada para sediar o evento, Dória deu a entender que sim, através de dinheiro privado e patrocinadores que o governo paulista iria prospectar.

Atualmente a corrida de Interlagos é uma das únicas do calendário de 20 provas da F-1 a ser isenta desta taxa quando o contrato foi negociado pessoalmente com Bernie Ecclestone, antigo proprietário da F-1. Ecclestone é casado com uma brasileira e devido as dificuldades econômicas enfrentadas pelo país nos últimos 4 anos, deu uma “colher de chá” para a etapa brasileira.

Os promotores do GP do Rio de Janeiro, além de não ter o autódromo e a aprovação ambiental para a ocupação da floresta em Deodoro, ofereceram um valor de US$ 15 milhões acima do valor de US$ 20 milhões, proposto por São Paulo.

Com isso, os atuais detentores da F-1 fazem um leilão entre as duas cidades para elevar o valor da taxa a ser cobrada anualmente para a realização da prova, pressionando principalmente a etapa em São Paulo.

Porém, quanto mais o tempo passa, mais difícil fica para o promotor do Rio de Janeiro de cumprir o prazo para a construção do autódromo até 2021, ao contrário de São Paulo, que já tem um autódromo pronto, moderno e homologado pela FIA.

O terreno de Deodoro no RJ é uma antiga base militar do exército e tem enterrados na área, munição que terá de ser retirada com cuidado, para a construção da pista, dificultando as obras.

Tendo objetivos eleitoreiros, o governador do Rio Wilson Witzel disse que já fechou um contrato de 5 anos com a categoria máxima do motociclismo mundial, e além da F-1, negocia com a Formula E, uma etapa na cidade.

O governador Witzel tem gasto um tempo enorme com o planejamento destes eventos e declarou que a cidade do Rio de Janeiro já é tão segura quanto Nova Iorque e Paris.

NEGOCIAÇÃO COM A TV GLOBO

Além de negociar a renovação do contrato do GP Brasil de F-1, Chase Carey também negocia a renovação do contrato de transmissão com a TV Globo, que paga US$ 30 milhões/ano, para ter o direito de transmissão.

De acordo com fontes ligadas emissora, a empresa não estaria disposta a desembolsar o mesmo valor na renovação do contrato e estaria pedindo um grande desconto para renovação, gerando um impasse.

Ainda de acordo com a mesma fonte, Boninho, um dos diretores da Globo, seria contra a renovação do contrato.

Governador João Dória e Tamas Rohonyi promotor do GP Brasil. Divulgação

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