Em um comunicado conjunto hoje pela manhã, 7 das 10 equipes da F-1, manifestaram “surpresa e choque” com um acordo secreto entre a FIA e a Ferrari

São Paulo – SP

Em 2018, a Ferrari tinha o carro mais rápido da F-1 na reta, surpreendendo todas as equipes e principalmente a Mercedes, que até então tinha o melhor motor da categoria.

A teoria na época era de que a equipe italiana havia conseguido um desenho aerodinâmico rápido nas retas e com baixa pressão nas curvas.

Como a diferença nas retas chegava a ser grande na segunda metade do campeonato, a Mercedes e a Red Bull começaram a suspeitar que a Ferrari estava utilizando algum artifício fora do regulamento.

Primeiro, foram algumas declarações do chefão da Red Bull ,Christian Horner (46), que irritou profundamente o chefão da Ferrari, Mattia Binotto (50).

No meio  da temporada de 2019, a Mercedes, Red Bull, Renault, Racing Point, Toro Rosso e Williams decidiram formalizar a FIA uma investigação sobre a unidade de potência da Ferrari, que após os questionamentos perdeu potência, mas a equipe italiana disse ter sido coincidência.

O peso das sete equipes trouxe pressão sobre a FIA para que realizasse uma investigação detalhada.  Em contrapartida a entidade dizia que estava desenvolvendo métodos de monitoração mais avançados.

Na última sexta-feira, dia 28 de fevereiro, a FIA divulgou um comunicado dizendo que havia entrado em um acordo com a Ferrari a respeito da unidade de potência, e que os termos desse acordo não seriam divulgados.

A suspeita das equipes era de que a Ferrari havia encontrado uma forma engenhosa de burlar o fluxo de combustível em determinados momentos.

Atitude da FIA com a Ferrari choca equipes

Hoje pela manhã, as sete equipes que entraram com o pedido de investigação se declararam “surpresos e chocados” com a entidade, que tem a função de regular e fiscalizar os padrões da categoria.

As equipes reclamantes declaram que “se opõe fortemente a decisão da FIA de manter o acordo com a Ferrari em secreto”.

Por trás de tudo isso, está a forma como o dinheiro da F-1 é distribuído entre as equipes. A Ferrari é a equipe mais beneficiada, pois ganha um bônus por ser a equipe mais tradicional da F-1, independente de sua posição no campeonato, além de ser a única com direito a veto a novas regras.

A Liberty Media que comprou os direitos comerciais da F-1 está negociando a nova distribuição do dinheiro para as equipes para os próximos anos, e pelo jeito, deverá manter os privilégios da Ferrari.

Mattia Binotto chefe da equipe Ferrari disse que neste ano (2020), o motor Ferrari não está tão potente quanto no ano passado, pois teve de focar na confiabilidade. Divulgação

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