Anfavea: Produção de veículos cresce 2,8% no primeiro semestre de 2019

Luiz Carlos Moraes - Presidente da Anfavea. Foto: Amauri Yamazaki

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Já os emplacamentos apresentaram aumento de 12,1%, em comparação ao igual período de 2018

AMAURI YAMAZAKI – São Paulo – SP

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) divulgou hoje em sua sede, os números do setor referentes ao primeiro semestre de 2019.

A produção do setor foi de 1.474.000 veículos, representando uma alta de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

O mês de junho apresentou uma produção de 233, 1 mil unidades, uma queda de 9% ao mesmo mês de 2018.

O presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes, disse estar otimista com relação ao segundo semestre, pois segundo ele, está havendo um aumento na oferta de crédito.

De acordo com dados da Fenabrave divulgados ontem, de janeiro a junho de 2019, houve um aumento de 12,1% nos emplacamentos de veículos no país.

No setor, houve redução de 800 empregos devido as demissões da Toyota do Brasil que encerrou o terceiro turno em sua fábrica de Sorocaba, onde são produzidos o Etios e o Corolla.

A produção de ônibus caiu de 6,2% na comparação ao mesmo período de 2018, caindo de 14,9  mil unidades produzidas par 14 mil.

Já o setor agrícola e de construção mostrou um cenário de estabilidade nas vendas para o mercado interno e queda de 7,9% na produção. As exportações também fecharam o semestre com baixa de 2%. Apesar desse recuo nacional, a Anfavea espera que o setor de máquinas feche o ano com alta de 10,9% nas vendas, 2,5% nas exportações e 0,5% na produção.

As exportações apresentaram uma queda de 41,5% devido a crise argentina, o maior mercado comprador de veículos automotores do Brasil.

A Argentina que já representou 77% das exportações de veículos brasileiros, hoje representa 57%.

O recente acordo Mercosul e União Europeia anima o setor com redução linear do imposto de imposto de importação de 10 a 15 anos.

Para o acordo começar a funcionar na prática, a Anfavea estima que leve de 2 a 3 anos, para que cada país homologue o acordo em seus parlamentos.

Assim que o acordo for efetivado por todos os países, entrará em vigor no setor automotivo um regime de cotas, no qual 32 mil unidades de automóveis poderão entrar no Brasil com Imposto de Importação de 17,5%.

Acima dessa cota, a alíquota será mantida em 35% por sete anos.

No oitavo ano, o imposto cai para 28,4%, com reduções anuais (21,7%, 15%, 12,5%, 10%, 7,5%, 5% e 2,5%), até o livre comércio total no 16º ano do acordo.

Para este ano, a entidade mantém a estimativa de crescimento de 9% na produção de veículos, sendo 8,9% de automóveis e veículos leves e uma queda de 11,9% no segmento de veículos pesados.

Novas regras de Recall

A Secretaria Nacional do Consumidor, Senacon, atualizou as portarias Nº 3 e 618 do Ministério da Justiça e Segurança Pública que trata sobre o recall.

A Anfavea esteve presente nas discussões relativas às mudanças nas regras do recall com o objetivo de aumentar a efetividade dos chamamentos. “A expectativa é que o índice suba dos atuais 40% para algo entre 80% e 90%, que é o padrão internacional, de acordo com o presidente da Anfavea.

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