Anfavea: Produção de veículos sobe 8,4% em julho de 2019

Luiz Carlos Moraes - Presidente da Anfavea, apresenta os números do setor até julho de 2019. Foto: Amauri Yamazaki

COMPARTILHE

Cenário Macroeconômico Brasileiro apresentou melhora com a reforma da Previdência e a queda na Taxa de Juros

Amauri Yamazaki – São Paulo – SP

O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, realizou na manhã desta terça-feira, na sede da entidade em São Paulo, entrevista coletiva referente aos números do setor até julho.

A produção subiu 8,4% alcançando 266,4 mil veículos, com aumento de 9,1% nos emplacamentos e 4,2% nas exportações.

No acumulado o mercado brasileiro atingiu 1,74 milhão de veículos de janeiro a julho de 2019, um acréscimo de 3,6% em relação ao mesmo período de 2018.

Moraes destacou que os avanços na reforma da Previdência tiveram reflexo direto na taxa de câmbio (queda) e para os investidores estrangeiros houve uma percepção na diminuição do risco Brasil.

Porém, com a guerra comercial entre EUA e China, a taxa de câmbio voltou a subir nesta segunda-feira (5 de agosto) ao patamar de R$ 3,96.

O presidente da Anfavea também destacou a tendência de queda na taxa de juros no país, mesmo com a grande concentração bancária.

De acordo com Moraes, havia uma tendência no mercado financeiro de redução da queda do PIB brasileiro, mas com as notícias acima, já há uma estabilização em torno de + 0,8%, para 2019.

Os fabricantes de automóveis brasileiros estão procurando alternativas para substituir a queda nas exportações para a Argentina, mas o custo Brasil e a defasagem tecnológica da maior parte dos veículos brasileiros, dificultam a competição com outros países produtores de veículos.

De junho a julho de 2019, houve uma redução de cerca de 0,4% nos postos de trabalho, ocasionados principalmente pelo encerramento da produção do Fiesta, na fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo.

Anteriormente as demissões do 3º turno da fábrica da Toyota em Sorocaba – SP (devido a queda das exportações na Argentina) também contribuíram para a diminuição de postos de trabalho no setor.

MERCADO INTERNO DE AUTOVEÍCULOS

Melhor julho desde 2014.

+ 9,1% em relação a junho 2019

+ 12,0% em relação a julho 2018

CAMINHÕES

+ 16,3% em relação a junho 2019

+ 35,7% em relação a julho 2018

Setor agropecuário continua batendo recordes de produção e a produção tem de ser transportada contribuindo para o aquecimento no setor de caminhões.

EXPORTAÇÕES

+ 4,2% em relação a junho 2019

– 15,3% em relação a julho 2018

PRODUÇÃO DE AUTOVEÍCULOS

+ 14,2% em relação a junho 2019

+ 8,4% em relação a julho 2018

EMPREGOS

Queda de 129.000 a 128.000 posições de trabalho de junho para julho de 2019.

Anfavea: Setor financeiro possui grande concentração prejudicando a competição e a queda nas taxas de juros no Brasil. Foto: Amauri Yamazaki

Estudo da Anfavea mostra que abertura econômica realizada no governo Collor, beneficiou o setor industrial com a entrada de novas montadoras no Brasil.

Setores financeiro, telefonia e de transporte aéreo continuam apresentando alto índice de concentração, prejudicando a competitividade nas tarifas e aumentando o custo Brasil.

Em 2018, foram vendidos 2,8 milhões de automóveis no Brasil, sendo que 87,9%  de produção local.

O Brasil corresponde hoje por 63,1% dos automóveis vendidos na Argentina.

Na América Latina a participação brasileira em veículos é de apenas 9,2%, pois os países vizinhos estão importando automóveis de fora da América do Sul.

Ociosidade média da indústria automobilística hoje o Brasil é de aproximadamente 40%.

Indústria automobilística brasileira trabalha com uma média de 40% de capacidade ociosa. Foto: Divulgação

Deixe uma resposta

*