FÉRIAS NO PANTANAL MATOGROSSENSE

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O PANTANAL MATOGROSSENSE é UMA DAS OPÇÕES DE DESTINO, PARA AS FÉRIAS BRASILEIRAS DE VERÃO

Para quem quer fugir de praias lotadas e estradas congestionadas, o turismo ecológico do Pantanal é um grande atrativo.

Iria Nori Yamazaki  De: Campo Grande Mato Grosso do Sul

O Pantanal Matogrossense, é um parque nacional situado a

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Pantanal Matogrossense considerado pela Unesco patrimônio natural da humanidade.

sudeste de Mato Grosso e a noroeste de Mato Grosso do Sul, protegendo o bioma do Pantanal. Com 135.606,71 hectares, tem o objetivo de proteger e preservar todo ecossistema pantaneiro, bem como sua biodiversidade, mantendo o equilíbrio diní¢mico e a integridade ecológica dos ecossistemas contidos na região.

 

ORIGEM DO PANTANAL

A origem do Pantanal não é, como se pensava, resultado da separação do oceano há¡ milháres de anos. Os geólogos concordam que não há¡ ali indícios da presença do mar, e a conclusão dos mesmos é que o Pantanal representa uma área que se abateu por falhas de blocos durante um determinado período. Animais que estáo presentes no mar também existem no pantanal, formando o que se pode chamar de mar interior. A área alagada do pantanal se deve a lentidão de drenagem das águas que fluem lentamente, pela região do médio Paraguai, num local chamado de Fecho dos Morros do Sul. Atraído pela existência de pedras e metais preciosos (que eram usados por indígenas como adornos), entre eles o ouro, o português Aleixo Garcia, em 1524, acabou sendo o primeiro a visitar o território, onde está¡ hoje a cidade de Corumbá¡.

CLIMA

O clima no Pantanal é quente e úmido, no verão, e embora seja relativamente mais frio no inverno, continua com grande umidade do ar devido í evapotranspiração associada í água acumulada no solo no horizonte das raízes durante o período de cheia. A maior parte dos solos do Pantanal é arenosa e suporta pastagens nativas utilizadas pelos herbívoros nativos e pelo gado bovino, introduzido pelos colonizadores da região.

FAUNA

A fauna pantaneira é muito rica. há¡ 650 espécies de aves (no Brasil inteiro estáo catalogadas cerca de 1.800) e uma grande variedade de peixes e animais. Entre as aves, a mais conhecida é a Arara Azul, uma espécie ameaçada de extinção e que desde 1989, conta com o apoio da Toyota, e desde 2009, recebe recursos da Fundação Toyota do Brasil, para a sua Preservação.

ARARA AZULcapa-creditos-thiago-henrique-copia

A ave torna-se madura para a reprodução aos três anos de idade, e sua época reprodutiva ocorre entre novembro e janeiro. A incubação dura cerca de trinta dias. Depois de nascer, as araras-azuis ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, Até se aventurarem no primeiro ví´o.

A convivíªncia familiar dura Até um ano e meio de idade, quando os filhotes comeí§am a se separar gradativamente dos pais.

As Araras pertencem í mesma família dos papagaios, periquitos e maracanís, chamados Psitacídeos;

A Arara-azul é uma ave monogâmica, ou seja, formam um par/casal constante Até a morte de um dos indivíduos;

A espécie não tem dimorfismo sexual externo. Ou seja, sí³ é possível diferir o gíªnero a partir da aní¡lise de uma amostra de sangue ou laparoscopia;

No Pantanal, as araras-azuis alimentam-se da castanha de duas palmeiras, o Acuri e a Bocaiíºva;

95% dos ninhos da espécie são encontrados em uma única espécie arbí³rea, o Manduvi;

após o nascimento, o filhote permanece sob os cuidados dos pais por mais de 100 dias Até que ele esteja pronto para voar.

Hoje o projeto Arara Azul da Fundação Toyota, monitora 3.000 aves que vivem em 599 ninhos, espalhados por 57 fazendas da região. Na década de 90, estatísticas contabilizavam apenas 1.500 araras-azuis. Com o apoio da Toyota do Brasil, hoje há¡ cerca de 5.000 aves voando livremente no céu do Pantanal Brasileiro.

PROJETO ARARA AZUL COMEMORA PRIMEIROS RESULTADOS DO PERíODO REPRODUTIVO DA ESPéCIE NO PANTANAL EM 2014

 A equipe de bií³logos do projeto, com o apoio da Fundação Toyota do Brasil, estima o nascimento de 50 filhotes Até o fim deste ano.

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Steve St. Angelo, CEO da Toyota para América do Sul e Ricardo Bastos, presidente da Fundação Toyota em visita ao Pantanal.
O Projeto Arara Azul e a Fundação Toyota do Brasil comemoram os primeiros resultados de 2014 na reprodução da espécie. Além do aumento do número de ninhos cadastrados de 455 para 599, de agosto a novembro de 2014, foram postos 55 ovos de arara-azul em 94 ninhos monitorados. Em quatro meses, a equipe do projeto já¡ contabilizou o nascimento de 30 filhotes, e espera mais 20 indivíduos Até o fim deste ano.

A bií³loga responsável pelo projeto, a presidente do Instituto Arara Azul, Neiva Guedes (foto), explica que o período reprodutivo costuma acontecer entre julho e janeiro e que, provavelmente, serí¡ prolongado Até fevereiro ou marí§o de 2015 por conta do atraso de julho. “Existe a perspectiva de observarmos posturas Até o míªs de dezembro. Sí³ após esse período poderemos avaliar os resultados em relação aos anos anteriores, mas estamos bastante confiantes e animados”, afirma.

Os resultados fazem parte de 25 anos de trabalho em estudos de biologia bí¡sica, reprodução, comportamento, habitat, manejo e educação ambiental para a Conservação da espécie, que no fim da década de 1980 estava ameaçada de extinção e chegou a somar apenas 1.500 araras no Pantanal. Com contribuií§ão do Projeto Arara Azul, mais de 5.000 aves vivem hoje no Pantanal.

A iniciativa monitora cerca de 3.000 aves, cadastradas por 57 fazendas, situadas nas regiões de Miranda, Aquidauana e Bonito, no Mato Grosso do Sul, e na região de Barão de Melgaçoo, no Mato Grosso. Boa parte dos ninhos está¡ localizada em regiões de difícil acesso, por isso a importância das picapes Hilux equipadas com tração 4X4, cedidas pela Fundação Toyota do Brasil.

A parceria reafirma o princípio de nos aliarmos a empreendimentos socioambientais sérios, respeitados e, acima de tudo, plenamente comprometidos com a Preservação do meio ambiente e com a comunidade local, explica Ricardo Bastos (foto), presidente da Fundação Toyota do Brasil.

ADOTE UM NINHO pag-30-e-31-credito-thiago-henrique-copia

O Instituto Arara Azul iniciou uma nova fase no trabalho de Preservação da espécie.

A entidade lançou a ação Adote um Ninho, campanha de apadrinhamento de ninhos por meio de adoção, proporcionando o fortalecimento ao Projeto Arara Azul, com o apoio da Toyota do Brasil e da Fundação Toyota do Brasil.

A ação tem objetivo de arrecadar recursos para fortalecer os estudos para a Conservação da arara-azul na natureza, que já¡ esteve ameaçada de extinção na década de 1990.

Foram adotados 45 ninhos por pessoas físicas e jurídicas. Entre os padrinhos estáo celebridades como Ziraldo, Carlos Saldanha, Chitãozinho e Xororó, Luan Santana, Michel Teló, Gabriel Sater, Almir Sater, entre outros artistas e empresários brasileiros e norte-americanos.

Me sinto bastante satisfeita e feliz por ver o quanto as pessoas se importam com nosso trabalho. O reconhecimento pela credibilidade ao projeto dá¡ uma sensação de dever cumprido. já¡ colhemos muitos resultados positivos, mas ainda há¡ muito a ser feito e para isso, precisamos do engajamento da sociedade, destaca Neiva Guedes, bióloga, coordenadora do Projeto Arara Azul e professora doutora do Programa de Pós Graduação em Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Anhanguera-Uniderp.

Ao fazer o processo de adoção, os padrinhos passam por um curso preparatório onde aprendem sobre o monitoramento dos ninhos naturais, artificiais, relatório periódico sobre o comportamento e desenvolvimento dos filhotes/afilhados. Além disso, ao nascer um filhote de arara-azul no ninho do adotante, seríá dado ao padrinho a oportunidade de batizá-lo com um nome. Assim como todas as aves da espécie, o filhote seríá acompanhado Até o momento de seu vôo e receberá uma anilha com numeração exclusiva, bem como um microchip. Todas as informações serão encaminhadas ao padrinho, junto com um Certificado de Adoção.

CENTRO DE SUSTENTABILIDADE

Em 2013, investindo na melhoria e na continuidade das atividades de Conservação da espécie, a Fundação Toyota do Brasil financiou a construíção do Centro de Sustentabilidade do Instituto Arara Azul (foto) em Campo Grande (MS), com o objetivo de garantir a perenidade das ações da entidade de forma que ela se torne, em alguns anos, autossustentável economicamente.

A gestáo administrativa e a política de captação de recursos foi remodelada junto a prospecção de novos projetos e ações, fazendo com que nos primeiros seis meses, o Instituto implementasse 81% dos objetivos do plano estrAtégico. Estamos bastante otimistas com o sistema de gestáo que está¡ sendo adotado pela instituição. Os novos projetos de sustentabilidade contribuirão para o fomento e a continuidade da missão idealizada pelo Instituto Arara Azul, completa Neiva.

TURISMO ECOLÓGICO

O Centro de Sustentabilidade proporciona também um novo tipo de turismo na região o de informação e observação, das araras na cidade e no Pantanal, principalmente no período de reprodução. O espaço recebe pesquisadores e estudantes nacionais e estrangeiros interessados em estágio e treinamento fornecidos pelo Instituto Arara Azul. Os visitantes podem conferir ainda a trajetória do Projeto Arara Azul, de suas ações e os resultados. Outra forma de geração de renda é a loja com artigos personalizados do projeto. Todo o valor arrecadado é revertido para ações como monitoramento e pesquisas, promovendo a Conservação da biodiversidade.

As principais ameaças da espécie na década de 90: Descaracterização do habitat, tráfico ilegal e caí§a para uso em artesanatos e adornos indígenas;

FUNDAÇão TOYOTA DO BRASIL fund_toyota

Criada em abril de 2009, a Fundação Toyota do Brasil completa cinco anos de atividades, focadas na Preservação ambiental e formação e conscientização de cidadãos. Além das novas iniciativas surgidas com a sua instituição, a Fundação Toyota do Brasil unificou e ampliou todos os projetos de responsabilidade social em andamento, que estavam sob a responsabilidade da montadora Toyota do Brasil.

PANTANAL MATOGROSSENSE

Engloba os Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, norte do Paraguai e Leste da Bolívia. Considerado pela Unesco, patrimônio natural e reserva da biosfera.

Os jacarés e as piranhas são abundantes na região. Os jacarés são répteis bem adaptados ao meio ambiente e dominam muitos habitats. Ao contrí¡rio do que se pensa o jacaré não é lento, se for ameaí§ado ou estiver preste a dar o bote, adquire velocidade impressionante. Dentro da água, seu ataque é geralmente mortal, já¡ que é um exímio nadador.

A revista Hotel Guide viajou ao Pantanal Matogrossense, a convite da Fundação Toyota do Brasil.

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